Ação do Ministério da Saúde está prevista para ocorrer entre os dias 10 e 20 de setembro, com apoio da FAB para o deslocamento das equipes até as aldeias
Comunidades indígenas localizadas na região do Médio Rio Purus, na Amazônia, serão contempladas com uma nova etapa da Operação Gota, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à vacinação de populações que vivem em áreas de difícil acesso. As atividades estão programadas para ocorrer entre os dias 10 e 20 de setembro.
A operação é realizada em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o Ministério da Defesa e a Força Aérea Brasileira (FAB), que participa do transporte das equipes de saúde até as comunidades.
Na região do Purus, as grandes distâncias, as características geográficas e a dificuldade de acesso por vias terrestres ou fluviais tornam o deslocamento aéreo fundamental para que os profissionais consigam chegar às aldeias.
Vacinação em áreas de difícil acesso
A etapa prevista para o Médio Rio Purus faz parte de uma programação mais ampla da Operação Gota, que teve uma nova frente iniciada no domingo (30), atendendo comunidades no Amapá e no norte do Pará.
De acordo com o Ministério da Saúde, essa primeira fase da operação deve alcançar 20 aldeias indígenas da Amazônia Legal até 6 de setembro, com a oferta das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
A estratégia busca ampliar a cobertura vacinal entre povos indígenas que vivem em territórios remotos, onde as dificuldades de transporte podem dificultar o acesso regular aos serviços de saúde.
Mais de 8 mil indígenas imunizados em 2026
No primeiro semestre deste ano, a Operação Gota já passou por diferentes regiões da Amazônia, incluindo territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari.
Segundo dados do Ministério da Saúde, nesse período foram visitadas 112 aldeias, com a aplicação de aproximadamente 13 mil doses de vacinas. Mais de 8 mil indígenas foram imunizados durante as ações.
Como as comunidades são escolhidas
Antes do deslocamento das equipes, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) realizam um levantamento para identificar as comunidades que apresentam maiores dificuldades de acesso.
O planejamento também permite estimar a quantidade de pessoas que serão atendidas e definir o volume necessário de vacinas, insumos e demais materiais utilizados durante as missões.
Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre os serviços que podem ser ofertados estão atendimento médico, avaliação nutricional e acompanhamento das condições de saúde dos indígenas.
A iniciativa busca garantir que a distância e as dificuldades de acesso não impeçam as comunidades indígenas de receberem serviços essenciais de saúde e manterem a vacinação em dia.