Por Andreia Nobre
A maior riqueza do Acre são as pessoas e, depois, a nossa floresta. Vivemos em um lugar que valoriza sua identidade, sua história e a preservação ambiental.
Desde os tempos de Galvez, somos um povo diferenciado. Não porque sejamos melhores, mas porque decidimos o rumo da nossa própria história.
Em uma semana participando de um evento de nível global sobre preservação do clima, entendi que somos ricos, muito ricos. A nossa gente e a nossa floresta são extremamente valiosas.
Mas como conciliar a prosperidade das pessoas que vivem no Acre com a sustentabilidade? Essa resposta vem sendo construída pelo Acre há muitos anos, por meio de políticas públicas efetivas de manejo sustentável do extrativismo vegetal, captação de recursos internacionais e incentivo à agricultura sustentável.
Integrando políticas públicas de larga escala à captação de recursos internacionais, conseguimos, por meio do REDD+, recursos financeiros para recompensar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio da conservação das nossas florestas.
Somos pioneiros na utilização do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa), que estabelece regras e mecanismos legais para recompensar financeiramente quem ajuda a manter a floresta em pé, entre outras ações.
Nossos povos indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais são a prova viva de que é possível viver da floresta e na floresta sem destruir a fauna e a flora.
Precisamos, sim, avançar muito no quesito econômico. Precisamos também aprender a retirar recursos da floresta por meio de sistemas agroflorestais e do manejo sustentável. Precisamos, ainda, capacitar produtores para que respeitem a terra, a mata e o ar.
Mas uma coisa é certa: não estamos parados. Nossos órgãos estaduais de controle e toda a rede de proteção ao meio ambiente estão unidos e têm feito a sua parte para que, hoje, o estado ostente a riqueza de manter mais de 84% da sua floresta amazônica intacta.
Temos muito a crescer, aprender, transformar e valorizar a bioeconomia, fazendo nossa gente prosperar sem desmatar. E, sim, isso é possível.
O Acre segue avançando e sendo modelo de sustentabilidade para o Brasil e para o mundo.
Andréia Nobre é jornalista, repórter da Secretaria de Estado de Comunicação e especialista em Marketing Digital e Administração Pública
Fonte agencia.ac.gov.br