Casos de notícias falsas teimam em se espalhar. E, a não ser que você consiga resistir bem a um infarto ou a um derrame, não leia e nem compartilhe esse tipo de material
Os termos ‘procede?’ ou ‘não procede’ talvez tenham sidos os mais recorrentes nas últimas semanas nas telinhas dos aplicativos de comunicação entre jornalistas, servidores públicos, assessores de imprensa e a população do Acre, quando o assunto é novo coronavírus.

Como numa espécie de sadismo virtual, ou mesmo falta do que fazer, indivíduos continuam a disparar maldosamente cards grotescos de que os supermercados vão fechar, áudios dando conta de que faltam testes para a doença e alguns até choram dizendo que talvez o amigo de trabalho esteja contaminado, porque o fulano está infectado também e ele esteve com a gente lá no trabalho, na festinha da família. “Meu Deus!? O que eu faço?”.
Agora, preste bem atenção. Antes de tudo é preciso saber uma coisa: o seu desespero não mudará em nada o percurso da humanidade. Pelo contrário, é mais provável que você tenha um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral, problemas que podem ser muito maiores que a contaminação por coronavírus, já que este último, para 80% das pessoas passará como uma gripe, às vezes leve, outros casos nem tanto assim, mas com chances seguras de recuperação por repouso e cuidados na quarentena.

A questão não é subestimar o vírus que transmite a Covid-19, que já se mostrou letal pelo mundo e continua a dizimar vidas, sobretudo pessoas com doenças crônicas de pulmão e idosos. Mas ter consciência de que nem tudo que está na internet é real, e que é pernicioso o compartilhamento de fake news – que por si só não é ‘news’ coisa alguma, já que, o que é falso não pode ser considerado notícia no sentido mais amplo do jornalismo profissional.