Cruzeiro do Sul, AC, 4 de abril de 2025 09:54

Educação realiza encontro das escolas integrais do ensino fundamental em Rio Branco

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), por meio do Departamento de Ensino Fundamental, realiza nesta quinta e sexta-feira, 3 e 4, no auditório da Escola Armando Nogueira, em Rio Branco, o encontro Escola Integral Café – do Diálogo à Transformação.

Destinado a avaliar o primeiro ano de implementação do ensino integral em 15 escolas de ensino fundamental, anos iniciais e anos finais do Estado, o evento contempla gestores e professores de dez estabelecimentos da capital e cinco de Cruzeiro do Sul, Taraucá, Feijó e Xapuri. Entre elas, a Belo Jardim, Clarice Fecury, Ramona de Castro, Márcio Bestene, Carlos Vasconcelos, Iracema Gomes, Maria Lima, Tancredo Neves, Antero Soares, Tupanir Galdêncio e Nanzio Magalhães.

Encontro das escolas de tempo integral é realizado no auditório da Escola Armando Nogueira. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Da solenidade de abertura participaram as professoras Nazaré Rodrigues, do Departamento de Ensino Fundamental; Cíntia Almeida, da Divisão de Escolas de Tempo Integral; Antônio Silva, da Divisão de Ensino fundamental, Anos Iniciais; Maria das Dores Melo, da Divisão de Ensino Fundamental, Anos Finais; e Jorgete Correa, representante do Conselho Estadual de Educação (CEE).

Alunos das escolas de tempo integral realizaram apresentações durante encontro. Foto: Mardilson Gomes/SEE

De acordo com Nazaré Rodrigues, o encontro compartilha “aquilo que as escolas já fazem, as suas práticas exitosas, portanto, é um momento de aprendizado”.

Também Cíntia Almeida destaca a importância de compartilhar as experiências vivenciadas, acrescentando: “Ano passado conhecemos todos os processos da escola em tempo integral, do programa, e este ano vamos crescer, inclusive na aprendizagem que ofertamos aos nossos alunos”.

Tirou crianças da rua

Entre os representantes das escolas que participam do encontro está a professora Aldinéia Ferreira, da Iracema Gomes, localizada na região do Calafate, em Rio Branco. Para ela, trata-se de um momento significativo, que propicia a troca de ideias. “Eu quis muito o ensino integral, pois acrescenta ao ensino e as crianças se desenvolvem”, relata.

A mudança para regime integral, segundo a docente, mudou completamente não apenas a metodologia, mas sobretudo a rotina dos próprios estudantes. “Tiramos as crianças da rua, porque elas entram às 7h, almoçam na escola e saem somente às 14h40. Elas aprendem mais e o próprio comportamento melhorou”, analisa.

Encontro reúne representantes de 15 escolas, da capital e do interior. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo Aldinéia, o grande trunfo do ensino integral são as disciplinas diferenciadas, que não integram a grade curricular obrigatória, como o inglês, os estudos orientados e as linguagens matemática. “É um modelo que ajuda, que trabalha a questão socioemocional do aluno”, considera.

Por realizar um atendimento humanizado, a professora afirma que a escola, que tem aproximadamente 350 alunos, recebe estudantes de diversas regiões da capital, como o Tucumã, o Conjunto Universitário e o Conjunto Esperança.

Apaixonada pelo integral

Encontro compartilha práticas exitosas das escolas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Diretora da Escola Maria Lima, que trabalha com o ensino fundamental, anos finais, em Cruzeiro do Sul, Eliane Lopes se diz apaixonada pelo modelo de ensino integral: “Tem sido muito positivo; a gente vê mais vida nos estudantes, nos professores e nos gestores, porque todos somos protagonistas e capazes de descobrir algo em nós”.

De acordo com a gestora, também a aceitação dos pais ao modelo de ensino integral tem sido ampla, até porque, na sua avaliação, observam a evolução dos filhos: “Eles fazem questão de voltar à escola para nos agradecer”.

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