Por Anne Seixas

Ao longo dos anos, a cultura e costumes de um povo vai mudando por diversas razões. Desde a evolução tecnológica até mesmo a redução de barreiras entre diversos países do mundo, é natural que pessoas e grupos sociais adotem novas formas de viver.
No entanto, é necessário haver alguns pilares sólidos que mantém comunidades unidas em torno de um mesmo objetivo. Dentre as religiões, esse também é um aspecto comum. Em um espectro ampliado, os adventistas do sétimo dia podem ser considerados como evangélicos, por exemplo, mas suas crenças fundamentais e perspectiva acerca da interpretação bíblica criam o que é chamado de identidade adventista.
Essa identidade vem sendo criada e perpetuada ao longo dos anos. Somente na América do Sul, quando se considera como sede organizada, há 110 anos isso é desenvolvido. Existem aqueles adventistas que são fruto de uma religião geracional, ou seja, seus bisavós, avós e pais já eram convertidos e, consequentemente, viviam um estilo de vida característico da denominação.
Outros, porém, vieram de outro contexto e em dado momento da vida conheceram a mensagem bíblica, converteram-se e foram batizados. Isso significa que desde a infância, seus hábitos, crenças e costumes eram diferentes e é necessário passar por um período de aprendizagem e adaptação.
“Falar de identidade é, ao mesmo tempo, simples e difícil. As marcas de uma identidade são definidas a partir de limites; o que diferencia você de outra pessoa é o que marca quem você é. Com a Igreja não é diferente”, explica o pastor Jônatas Leal, reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT).
Novo estilo de vida
Hoje, cerca de 80% dos membros da Igreja Adventista na América do Sul têm até nove anos de batismo. E isso se reflete também no perfil daqueles que trabalham formalmente em sedes administrativas e instituições adventistas.
Observando esses dados, foi criado o curso Identidade Adventista. Ele “foi designado para oferecer aos colaboradores da Igreja na Divisão Sul-Americana (região administrativa que abarca oito países) uma visão geral do que nos faz adventistas do ponto de vista bíblico, doutrinário e, também, histórico. A ideia é mostrar os pilares da nossa identidade. O que nos faz realmente adventistas e não apenas evangélicos”, explica Leal.
As aulas são totalmente à distância, e são ministradas por teólogos e especialistas que falarão do aspecto histórico, sobre a doutrina e interpretação bíblica que construiu as crenças dos adventistas do sétimo dia.
Segundo ele, “a Igreja Adventista tem uma identidade profética e histórica peculiar; é chamada no tempo do fim para ser o remanescente de Deus.” O curso será oferecido a todos os colaboradores e busca dar “uma visão do porquê estão aqui”, explica. O processo será conduzido pela área de Recursos Humanos de cada sede administrativa e quer atingir 100% do grupo ao longo dos anos.
Esse senso de propósito e clareza da missão se aplica a qualquer área de atuação, uma vez que o objetivo final é pregar o evangelho. À medida que as pessoas forem concluindo o curso, a expectativa é que tenham uma experiência mais próxima de Deus e, consequentemente, trabalhem buscando a melhor forma de compartilhar suas crenças.
Comissão Diretiva Plenária
A Comissão Diretiva Plenária, realizada no primeiro semestre e composta por delegados da Igreja Adventista do Sétimo Dia de oito países da América do Sul, aprova projetos que impactam diretamente os templos locais. Na edição deste ano, também se apresentam relatórios de diferentes áreas que contribuem com a missão da Igreja. Para conhecer a estrutura administrativa da denominação, clique aqui.