As grades não foram suficientes para abalar o amor do casal Célia Maria Mesquita e César Ailton Silva. Eles têm um relacionamento de 22 anos e decidiram oficializar o matrimônio. O casal é um dos oito que decidiram dizer sim no casamento coletivo realizado na tarde desta segunda-feira, 27, na Unidade Penitenciária do Quinari.
Uma tarde ensolarada de celebração da família e promoção da cidadania, assim chegou o dia do tão esperado sim. O casamento coletivo foi promovido pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e Políticas para Mulheres (SEASDHM), a Vara de Execução Penal da Comarca de Senador Guiomard e a Igreja Universal do Reino eles Deus.
De acordo com a gerente de Ações Sociais do Iapen, Liliane Moura, o casamento é fruto de um projeto iniciado ainda em 2018, por meio do qual a equipe técnica da unidade identificou o interesse dos casais em oficializar a união. “Sabemos da importância desse momento na constituição da família. Desta forma, pedimos ajuda ao juiz da comarca, que prontamente abraçou a causa e solicitou gratuidade ao cartório”, disse.

Os oito casais participaram da celebração civil e religiosa. Para Maria Micilene Pereira, que casou com o reeducando José Alessandro Bezerra, esse foi um momento de grande oportunidade. “Esse era um momento esperado por mim, pois eu tinha um sonho de casar na igreja e hoje estou aqui casando na presença do Senhor”, disse emocionada.
O juiz de direito da Vara de Execução Penal da Comarca de Senador Guiomard, Romário Divino, parabenizou a atitude dos casais, que decidiram assumir o compromisso perante a sociedade. “A família é a instituições mais importante da vida. Todas as lições de moral e regras de relacionamento com o outro vêm daquilo que aprendemos em família” disse.
Ele ainda destacou a importância da igualdade e do companheirismo entre os casais. “É importante ressaltar os direitos da mulher. O casamento foi constituído por Deus em uma igualdade de direitos, em uma horizontalidade”, afirmou.
Por: Elenilson Oliveira




