Cruzeiro do Sul, AC, 15 de março de 2026 02:41

Acre marca presença no 60º Congresso Brasileiro de Medicina Tropical com apresentação de pesquisas e participação em capacitações técnicas

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Profissionais da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) marcaram presença no 60º Congresso Brasileiro de Medicina Tropical (Medtrop 2025), realizado entre os dias 2 e 5 de novembro, em João Pessoa (PB). Promovido pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o evento é o maior encontro científico do país voltado às doenças infecciosas e negligenciadas, reunindo pesquisadores, gestores e técnicos de todas as regiões do Brasil.

Com o tema “Mudanças climáticas e impactos nas doenças tropicais”, o congresso abordou os desafios contemporâneos da saúde pública e destacou as consequências ambientais sobre o comportamento epidemiológico das doenças transmitidas por vetores, zoonoses e agravos relacionados ao meio ambiente.

Evento promove discussões sobre temas cruciais para a vigilância em saúde nos estados e municípios, com a participação de especialistas nacionais e internacionais. Foto: Ascom GovPB

A área técnica de Leishmaniose e Doença de Chagas da Sesacre apresentou três trabalhos científicos em formato de banners digitais, com ênfase em entomologia (vetores) e epidemiologia, todos com coautoria da coordenadora estadual Carmelinda Gonçalves.

Segundo a gestora, a presença no congresso foi essencial para fortalecer as estratégias de vigilância e aprimorar os protocolos de diagnóstico e tratamento dessas doenças no Acre.

“A participação no Medtrop 2025 representa uma oportunidade valiosa de atualização e de fortalecimento técnico. As discussões abordam desde inovações laboratoriais até novos manuais e protocolos de diagnóstico e tratamento, além de estudos de vacinas em desenvolvimento. Todas essas informações ajudam a aprimorar a qualidade da assistência e a facilitar o acesso dos pacientes ao diagnóstico e à terapia”, destacou Carmelinda.

Carmelinda Gonçalves foi uma das profissionais participantes do congresso. Foto: cedida

A equipe acreana também participou das atividades do pré-congresso, realizadas nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, aproveitando oficinas e seminários temáticos conduzidos por pesquisadores e técnicos do Ministério da Saúde.

Entre outras participações teve a do médico veterinário Victor Mattos, do Núcleo de Zoonoses, que apresentou um trabalho sobre o uso de dados geoespaciais no monitoramento da leptospirose, evidenciando o esforço da Sesacre em incorporar tecnologia e ciência aplicada na vigilância em saúde.

“O congresso foi bastante produtivo, com a presença de várias equipes do Acre. Tivemos apresentações nas áreas de leishmaniose, doença de Chagas, tuberculose e hidatidose. Além disso, participei de capacitações sobre o uso de drones na vigilância em saúde pública e sobre arboviroses e emergências, voltadas à investigação de surtos e à resposta rápida a casos de febre amarela e outras doenças”, afirmou Victor Mattos.

Victor foi um dos profissionais que apresentaram trabalhos. Foto: cedida

Servidores de áreas estratégicas, como Hanseníase, Tuberculose e o Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen/AC), também integraram a comitiva acreana, participando de atividades sobre diagnóstico laboratorial, biossegurança e vigilância integrada.

O congresso também abrigou eventos satélites, como a 40ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e a 28ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses (ChagasLeish 2025), além do  12º Workshop da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (Rede-TB) e do 10º Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento de Doenças Infecciosas e Negligenciadas.

Com mais de 3 mil trabalhos submetidos, o Medtrop é reconhecido por promover o diálogo entre diferentes áreas da medicina tropical, fortalecendo a integração entre vigilância, assistência e pesquisa científica.

Para a Sesacre, a presença de técnicos e coordenadores no Medtrop 2025 reflete o compromisso do governo estadual em investir na formação e capacitação continuada dos profissionais de saúde pública, assegurando a atualização constante frente aos desafios epidemiológicos da Amazônia.

“A participação da nossa equipe em eventos dessa dimensão é estratégica. O conhecimento adquirido é trazido de volta para o Acre e incorporado às rotinas de vigilância, diagnóstico e controle das doenças tropicais. Isso resulta em ações mais eficazes e numa rede de saúde mais preparada para proteger nossa população”, ressaltou Ana Cristina Moraes, secretária Adjunta de Atenção a Saúde

Fonte agencia.ac.gov.br