Cruzeiro do Sul, AC, 28 de outubro de 2026 16:36

Acre obtém R$ 19,3 milhões em parceria com o governo federal, para enfrentar seca e incêndios florestais

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O governo do Acre tem intensificado as ações de combate à seca e aos incêndios florestais em todo o estado, atuando de forma integrada com o governo federal para ampliar a capacidade de resposta às emergências. Como reforço a esse trabalho, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) confirmou, nesta quarta-feira, 28, a liberação de R$ 19,3 milhões para o enfrentamento da estiagem, após a aprovação de 15 planos de trabalho. Atualmente, 22 municípios acreanos encontram-se em situação de emergência.

Como reforço ao trabalho iniciado, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) confirmou, nesta quarta-feira, 28, a liberação de R$ 19,3 milhões para o enfrentamento da estiagem. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Afetados por incêndios florestais, estiagem e seca, os estados do Acre, Amazonas e Pará estão recebendo apoio federal para fortalecer as ações de resposta aos eventos climáticos extremos. Até o momento, já foram aprovados R$ 68,6 milhões para atendimento às demandas dos três estados da Região Norte.

Para a governadora do Estado, Mailza Assis, a atuação conjunta entre os governos e os órgãos envolvidos reafirma o compromisso de colocar as pessoas em primeiro lugar.

Governadora Mailza Assis pontuou a cooperação institucional para controlar a situação. Foto: José Caminha/Secom

“O governo federal tem atuado de forma decisiva no Acre, destinando recursos, apoiando a estrutura de resposta dos municípios e fortalecendo as ações de combate às queimadas e de enfrentamento dos efeitos da estiagem. Essa atuação vai além do repasse de recursos financeiros. Envolve integração, coordenação e união de esforços entre os governos federal, estadual e municipal, os órgãos de proteção ambiental, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e as comunidades locais”, destaca.

Mailza ressalta ainda que enfrentar a seca e os incêndios florestais significa proteger vidas, preservar a saúde das famílias, garantir o abastecimento de água, manter a atividade produtiva e cuidar do meio ambiente que sustenta as futuras gerações.

“Cada ação planejada e executada tem como foco reduzir os impactos sobre a população e oferecer respostas rápidas para quem mais precisa. A integração das ações é fundamental porque os desafios são complexos e exigem atuação conjunta. Com planejamento, investimentos e cooperação, ampliamos a capacidade de prevenção, monitoramento e resposta às emergências, garantindo que os recursos cheguem aos locais onde são mais necessários”, afirma.

Para a governadora Mailza Assis, atuação conjunta entre governos e órgãos envolvidos reafirma compromisso de colocar as pessoas em primeiro lugar. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Em setembro, meses após o decreto de emergência ser reconhecido, o o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou as medidas adotadas pelo governo federal para apoiar o Acre diante das secas e enchentes que têm atingido o estado nos últimos anos. O ministro ressaltou que a orientação é estar próximo da população e oferecer respostas rápidas às emergências climáticas.

O ministro pontuou que o governo federal vem aprimorando a integração entre os órgãos federais para enfrentar os impactos do super El Niño. Segundo o gestor, foi preparado há quatro meses um grande plano de resposta à emergência climática, considerando a possibilidade de aumento de até 2 °C na temperatura global, o que poderia causar transtornos severos, como dificuldades de mobilidade e abastecimento de alimentos, combustível e medicamentos em comunidades isoladas.

Monitoramento é feito de forma permanente pelos órgãos de controle. Foto: Cigma

“Realizamos no Acre uma oficina de dois dias, com prefeitos e o governo estadual, para alinhar o plano federal às condições locais. A primeira providência é integrar as ações do governo federal com os governos estadual e municipal, garantindo que os recursos e medidas cheguem de forma rápida e eficaz às comunidades. A gente não pode diminuir o tamanho do El Niño, mas podemos amenizar o sofrimento da população, estando mais planejados, integrados e organizados”, observou.

Monitoramento

Com o agravamento da estiagem, o governo mantém o monitoramento constante dos rios, a articulação com as Defesas Civis municipais e a execução de ações prioritárias de assistência às comunidades mais vulneráveis. O Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) intensifica as medidas de enfrentamento aos impactos da seca, que já atinge os 22 municípios acreanos, todos em situação de emergência.

“O acompanhamento ocorre por meio do monitoramento hidrometeorológico, da avaliação dos níveis dos principais rios e da troca permanente de informações com as equipes municipais. Esses dados permitem identificar as localidades mais afetadas, orientar medidas preventivas e subsidiar o planejamento das ações de assistência humanitária”, destaca o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Carlos Batista.

De acordo com o Monitor de Secas de setembro de 2026, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a seca permaneceu presente em 100% do território acreano, com agravamento significativo de sua intensidade.

A área classificada como seca grave registrou expansão em setembro, alcançando o cenário mais severo já observado no estado. O avanço ocorreu principalmente na região central do Acre e está associado à persistência da redução das chuvas nos últimos meses.

O cenário exige atenção contínua, especialmente diante das condições climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño e da possibilidade de manutenção dos impactos da estiagem, mesmo com o retorno gradual das chuvas. Entre as principais preocupações estão a redução dos níveis dos rios, as dificuldades de navegação, o comprometimento do abastecimento de água, os prejuízos à produção rural e o aumento do risco de incêndios florestais.

Ações são voltadas para estiagem. Foto: Alice Leão/Secom

Prioridades

As ações de enfrentamento à seca priorizam as populações mais vulneráveis aos efeitos da estiagem, especialmente famílias ribeirinhas, extrativistas, povos indígenas, pescadores artesanais, pequenos produtores rurais e comunidades isoladas.

“A Defesa Civil Estadual mantém um trabalho permanente de monitoramento e acompanhamento dos 22 municípios acreanos. Nossa missão é oferecer suporte técnico às Defesas Civis municipais, orientar a elaboração dos planos de trabalho e contribuir para que os recursos federais sejam aplicados nas necessidades mais urgentes da população. Estamos especialmente atentos às famílias ribeirinhas, extrativistas, indígenas e aos pequenos produtores rurais, que sofrem diretamente com a redução dos níveis dos rios e as dificuldades de abastecimento e transporte”, ressaltou o coordenador.

O coronel também destacou que os impactos da seca não desaparecem imediatamente com o início do período chuvoso.

“Mesmo com a possibilidade de retorno das chuvas, os efeitos acumulados da estiagem continuam presentes em diversas regiões. Por isso, seguimos acompanhando os níveis dos rios, os indicadores climáticos e as informações encaminhadas pelas Defesas Civis municipais. O objetivo é antecipar situações de risco, apoiar as prefeituras e garantir que a assistência chegue às comunidades mais vulneráveis.”

Fonte agencia.ac.gov.br