A rede de ensino deu mais um passo importante para garantir que a inclusão seja uma realidade dentro das salas de aula. O Núcleo de Apoio Pedagógico à Inclusão (NAPI) Saíde Almeida Filho promoveu uma capacitação voltada aos educadores, focada em estratégias de manejo comportamental e acolhimento dos estudantes.
O encontro contou com a participação do terapeuta ocupacional Yuri, reforçando a necessidade de um trabalho colaborativo entre diferentes áreas. Segundo a coordenadora do NAPI, Francinete Matias de Abreu Maia, é impossível pensar em educação especial sem estabelecer uma parceria forte com os profissionais da saúde.
“A gente sabe que quando se trata de comportamento, não levamos em consideração apenas a pessoa atípica, mas às vezes até a típica, que dependendo de algumas situações pode ter reações adversas. Imagine um estudante atípico. Se a gente não sabe como lidar com a situação, pode ser que façamos intervenções de formas equivocadas, que ao invés de ajudar, acabam atrapalhando na estabilização desse estudante”, explicou a coordenadora.
Preparação e acolhimento familiar
O trabalho contínuo articulado pelo NAPI busca equipar os professores e equipes pedagógicas com ferramentas para que nenhum aluno fique desamparado durante crises ou momentos de dificuldade. Francinete ressalta que as formações visam atender as necessidades da escola como um todo, não se limitando apenas ao público da educação especial.
O grande objetivo é fortalecer a rede de apoio que cerca a criança e o adolescente, garantindo segurança também para os pais e responsáveis.
“As nossas formações são voltadas justamente com o foco em atender aos nossos estudantes, formando ali aquela tríade: família, educação e saúde. Quando alcançarmos essa meta, a educação se tornará mais relevante para todos, porque nós também nos preocupamos com as famílias, pela maneira como elas confiam em deixar os seus filhos nas escolas, e saber que ali haverá um profissional preparado para estar atendendo”, concluiu Francinete.