Cruzeiro do Sul, AC, 18 de maio de 2026 21:44

Clube de Aventureiros ajuda a fortalecer valores para um futuro mais seguro

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Por Maita Tôrres

Caminhando com Jesus foi o tema escolhido para o Dia Mundial dos Aventureiros de 2026. A proposta reforça a importância da formação espiritual, emocional e social ainda na infância. Nesse sentido, um dos principais objetivos da data é enfatizar princípios cristãos, valores familiares e desenvolvimento do caráter dos pequenos.

Atualmente, crianças de diferentes idades vivem um cenário marcado por excessos, realidade que tem refletido no aumento da ansiedade infantil. A exposição precoce às telas, a grande quantidade de informações e estímulos, além da fragilidade dos vínculos sociais e afetivos, fazem parte desse contexto. Diante disso, programas como o Clube de Aventureiros buscam proporcionar momentos educativos, lúdicos. Além de oferecer apoio às famílias na formação de crianças mais seguras, conscientes e preparadas para o futuro.

O diretor do Ministério dos Aventureiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países da América do Sul, pastor Jeferson Silva, explica que esses excessos são prejudiciais aos pequenos. “Pesquisas em educação socioemocional mostram que habilidades como autocontrole, empatia, cooperação e resiliência estão diretamente ligadas a melhores resultados acadêmicos, relacionamentos mais saudáveis e maior estabilidade emocional”, detalha.

“O Clube de Aventureiros oferece exatamente o que muitas crianças mais precisam hoje: pertencimento, rotina saudável, valores claros, experiências práticas e vínculos positivos com adultos confiáveis”, afirma Silva. Ou seja, a criança que “hoje aprende a guardar materiais, ouvir instruções, esperar sua vez e servir com alegria, amanhã terá mais recursos para ser um adulto responsável, maduro e respeitoso”.

Para além das crianças

Além do impacto na formação infantil, o Clube de Aventureiros influencia diretamente o ambiente familiar. Mesmo sendo um programa da Igreja Adventista, o projeto é voltado para famílias de todas as denominações, sempre incentivando o respeito e o acolhimento de todos. “O Clube deve receber cada família como Jesus recebia as pessoas: com amor antes de qualquer expectativa. Ninguém deve sentir-se pressionado, constrangido ou julgado”, ressalta o pastor Jeferson.

Assim, ele ainda destaca que a fé cristã “floresce melhor em solo de relacionamento do que em terreno de imposição”. “O impacto missionário do Clube alcança além da criança. Muitas famílias se aproximam da fé por meio do testemunho dos filhos, da amizade dos líderes e do ambiente de amor cristão que encontram”, ressalta.

Famílias envolvidas

Cynthia Kruta, fisioterapeuta e mãe de duas meninas, conta que conheceu o Clube de Aventureiros em 2023, durante uma aula magna no Colégio Adventista de Águas Claras, em Brasília. O anúncio logo chamou a atenção da família, que não é adventista, e as inscrições foram feitas. Ela lembra que, durante a apresentação, virou para uma amiga que estava ao lado e disse: “é isso o que quero para minhas filhas.”

“Estimular na criança o amor e respeito com a natureza e, consequentemente, com o nosso Criador”, destaca sobre o que mais a conquistou para inscrever suas filhas no projeto. Segundo ela, a Igreja Adventista e o Clube de Aventureiros têm um papel “extremamente positivo e complementar” em relação à sua família.

Ela explicou que foram se envolvendo aos poucos nas programações e perceberam que escola, igreja e clube “abraçaram nossa família com muito carinho”. Atualmente, Cynthia faz parte da equipe do Clube de Aventureiros de suas filhas.

“Encontramos um lugar para conduzir nossas filhas para a Cristo e assim surgiu a vontade de servir e empregar meus dons e talentos para servir a Jesus, minha família e ao próximo”, ressalta Cynthia.

Helena Kruta (à esquerda), filha de Cynthia, com uma amiga participando de dinâmica do clube. (Foto: Arquivo Pessoal)

Um chamado que encanta

A psicóloga Nathaly Vilchez tornou-se voluntária no Clube de Aventureiros há 11 anos, na cidade de Juliaca, no Peru. Ela era professora de Escola Sabatina e um amigo a convidou para participar do projeto. “A partir daquele dia, minha vida mudou quando vi o grande trabalho que um conselheiro pode fazer na vida das crianças”, conta.

Ela detalha que o clube é uma experiência significativa em sua vida e que a ensinou a servir com amor, paciência e disciplina. “Cada momento compartilhado com as crianças e suas famílias me lembra da importância de ensinar o amor a Deus, os valores e a esperança a esta nova geração desde cedo”, conta a psicóloga.

Para ela, ver as crianças aprendendo a confiar em Deus e as famílias se unindo para cumprir propósitos espirituais é “verdadeiramente gratificante”. “Acredito que o Clube me permitiu crescer espiritualmente e desenvolver um coração mais sensível às necessidades dos outros”, destaca Nathaly.

Nathaly (à direita) em atividade externa com o Clube de Aventureiros. (Foto: Arquivo Pessoal)

Alegria em compartilhar

Keren Alondra Castillo Aybar tem 9 anos e é aventureira no Club Emanuel Pucallpa, no Peru. Ela compartilha que gosta do carinho das conselheiras, dos acampamentos e atividades. Além de poder crescer mais perto de Deus, aprender junto aos seus amigos e compartilhar momentos felizes com sua família.

“Para mim, ser uma aventureira significa conhecer mais sobre Jesus, descobrir coisas boas e caminhar com Ele para um dia ir ao Reino dos Céus. Também é ser obediente, amável e ajudar os outros”, explica. Keren ressalta o apoio e cuidado de sua família, que a acompanha nas atividades do Clube.

Inclusive, seu amor pelo Clube de Aventureiros resultou no desejo de compartilhar cada vez mais o que aprendia com outras pessoas. Com isso, ela começou a gravar vídeos e divulgar o que descobre.

A pequena aventureira Keren e evento do seu clube. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma missão para a eternidade

O Clube de Aventureiros promove atividades que vão além da rotina. “Sua maior missão é conduzir meninos e meninas aos pés de Jesus. Apresentando desde cedo o amor de Deus, a verdade da Bíblia e a alegria de viver com propósito”, lembra o pastor Jeferson Silva.

Ele também explica que quando uma pessoa conhece sobre Jesus e tem essa base fortalecida ainda na infância, ela carrega esses ensinos para a adolescência, juventude e, consequentemente, para a vida adulta. “Porque quando uma criança encontra Jesus cedo, uma geração inteira pode ser salva”, conclui.

Dia Mundial do Aventureiro

Celebrada no terceiro sábado do mês de maio, a data foi estabelecida em 1989. Há 37 anos, o Dia Mundial do Aventureiro reforça a importância de guiar as crianças nos ensinos bíblicos, além de destacar o papel da liderança dos clubes.

Mais do que uma celebração, o Dia Mundial do Aventureiro é um momento de reafirmar o compromisso com o desenvolvimento espiritual de meninos e meninas, inclusive alcançando famílias.

Aventureiros

Projeto forma crianças com amor, valores e fé para um futuro melhor. (Foto: Arquivo Pessoal)

O Clube de Aventureiros é um programa que trabalha o desenvolvimento físico, mental, social e espiritual de crianças entre 6 e 9 anos.

Inclusive, um dos principais objetivos do projeto é unir aprendizado e aventuras. Levando, assim, os participantes a conhecerem a Palavra de Deus na prática, a cada reunião e aplicando o que aprendem em suas rotinas diárias.

“Mais que ocupar o tempo, o Clube ajuda a construir pilares, como respeito, amizade, responsabilidade, fé em Deus, amor à família. Além de prazer em servir e autoestima saudável”, conclui o pastor.